sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Meio século de eletrificação do Cariri

O jornalista, historiador e rotariano Huberto Cabral (foto) proferiu palestra na plenária do Rotary Club de Crato realizada dia 5 de janeiro de 2012 sobre os cinquenta anos da eletrificação do Cariri.
Huberto Cabral, com sua excelente memória lembrou a participação do Rotary Club de Crato na luta pela eletrificação do Cariri, haja vista que o Rotary aceitou a ideia do então prefeito do Crato Colombo de Sousa, sugerida em reunião do clube. O Rotary com o apoio de outras entidades e da comunidade liderou a memorável campanha para a Eletrificação do Cariri. Na época o Rotary era presidido pelo advogado Raimundo de Oliveira Borges, este acompanhado do deputado Antônio Alencar Araripe outras personalidades foram ao Rio de Janeiro, em audiência com o presidente Juscelino Kubistchek pediram a inclusão do Cariri cearense no projeto de eletrificação de Paulo Afonso.

Cabral fez uma retrospectiva da chegada da energia ao Crato. Lembrou que antes da chegada da energia de Paulo Afonso, a iluminação publica nas cidades do Cariri era feita por candeeiros movidos a querosene e colocados em postes. No Crato, por exemplo, até o ano 1915 um funcionário da prefeitura abastecia as lamparinas no inicio da noite.

Com a chegada da fabrica aliança, de beneficiamento de algodão, fez parceria com o poder publico municipal para montar uma empresa de energia elétrica, denominada de Hidroelétrica da Nascente, uma das primeiras do Nordeste, aproveitando as águas das fontes naturais do Sopé da Serra do Araripe. Esta empresa foi inaugurada no dia 4 de dezembro de 1938 pelo prefeito Alexandre Arraes.

Com o crescimento da população e consequentemente do consumo, logo as turbinas perderam as forças e a energia gerada já não era suficiente para o abastecimento da cidade. Com o advento da energia de Paulo Afonso, a Hidrelétrica da Nascente passou a abastecer somente as localidades: Lameiro, Belmonte e Guaribas. Ainda hoje existem as ruínas dessa hidrelétrica nas proximidades do balneário da Nascente no município de Crato.

O acontecimento foi um marco na redenção econômica do Cariri, ao ponto de atrair a atenção do engenheiro norte americano, Morris Asimow, reitor da Universidade da Califórnia que em 1962, em parceria com o governo cearense, Banco do Nordeste, Universidade Federal do Ceará e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste SUDENE, trouxe ao Cariri 5 grandes empresas. No Crato foi instalada a Indústria de Moinhos do Cariri Sociedade Anônima IMOCASA, em Juazeiro uma fabrica de madeira prensada usando como matéria prima o marmeleiro POLITEX e a Eletro Maquina na produção de rádios portáteis e de mesa. Para Barbalha foram também duas indústrias a Cerâmica do Cariri Sociedade Anônima CECASA e a Indústria Barbalhense de Cimento Portland IBACIP.

Em Crato existe uma Rua com nome 28 de Dezembro a qual nasce em frente a Reitoria da Urca, ao lado da casa onde residia Dr. Raimundo de Oliveira Borges. A data é em homenagem ao dia da inauguração da chegada da energia de Paulo Afonso ao Crato, 28 de Dezembro do ano 1961.

A reunião promovida pelo Rotary para comemorar o cinquentenário da chegada ao Cariri cearense da eletrificação da hidrelétrica de Paulo Afonso, contou com a presença de representantes da atual Companhia de Eletricidade do Ceará – COELCE e ex-funcionários (aposentados), entre estes, o rotariano Antônio José Figueiredo Albuquerque e Cicélia Bezerra Lima.

Huberto Cabral para ilustrar como era a iluminação do Crato até o primeiro quartel do século XX pediu a um dos representantes da Coelce para acender um candeeiro que ele afixou em um poste em frente a sede do Rotary. E simbolizando a chegada da energia ao Crato pediu para o mesmo acionar a chave geral de energia da sede do clube rotário.

No salão principal do clube foi exposta uma galeria de fotos e recortes de jornais sobre a chegada da eletrificação ao Sul do Ceará.

Na mesma solenidade foi afixado uma placa denominando Colombo de Sousa a rua que passa em frente a sede do Rotary Club de Crato, sentido Norte/Sul.

No final foi entregue os certificados de Honra ao Mérito outorgados pelo Rotary Clube de Crato a Coelce, a família de Dr. Jeferson Albuquerque, a família do Dr. Raimundo de Oliveira Borges e ao Jornalista Humberto Cabral.


Mesa da presidência


Descerramento da placa com o nome da Rua Colombo de Sousa




Rotarianos, convidados e senhoras da Casa da Amizade



Exposição sobre a instalação da eletrificação do Cariri


Rotarianos e convidados


Rotarianos e convidados


Rotariano Gladstone Lins de Alencar


Huberto Cabral


Representante da COELCE agradece a homenagem pelos cinquenta anos de eletrificação do Cariri cearense.


Antônio José Albuquerque entrega ao representante da COELCE o certificado de Honra ao Mérito outorgado pelo clube


Antônio José Albuquerque recebe do rotariano Audir Paiva o certificado de Honra ao Mérito outorgado pelo clube ao Dr. Jefferson Albuquerque (in memoriam) por ter contribuído com a instalação da eletrificação do Cariri




Manoel Patrício presidente do Instituto Cultural do Cariri recebe do rotariano Aglezio de Brito o certificado de Honra ao Mérito outorgado pelo clube ao Dr. Raimundo de Oliveira Borges (in memoriam) que ocupava uma cadeira naquele instituto


Huberto Cabral recebe do rotariano Carlos Rafael Dias o certificado de Honra ao Mérito outorgado pelo clube pela brilhante palestra proferida sobre a eletrificação do Cariri

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Cariri comemora meio século de inauguração de sua eletrificação

Por: Huberto Cabral e Wilson Rodrigues

A eletrificação do Cariri pelo sistema energético Paulo Afonso está completando 50 anos de inauguração.

O projeto foi uma iniciativa do então professor universitário de economia e administração, José Colombo de Sousa, que foi prefeito do Crato na década de 30, depois deputado federal e presidente do Tribunal de Justiça de Brasília. Em 1949 ele chefiou uma excursão dos concludentes do curso de administração e economia a cidade baiana de Paulo Afonso para conhecer a casa das turbinas e lá se inteirou sobre a possibilidade do Cariri vir ser incluído no projeto de eletrificação do Nordeste.

No dia 19 de novembro do mesmo ano, em uma plenária festiva do Rotary Clube do Crato, Colombo de Sousa proferiu palestra sobre o tema e lançou a criação do comitê pro eletrificação do Cariri e subseqüentemente a instalação da Sociedade de Eletricidade do Cariri ( SOELCA ) com a finalidade de vender ações para o seu suporte econômico e que logo foi transformada em Companhia de Eletricidade do Cariri (CELCA ). Em julho de 1960 veio a região o ministro da guerra, marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott e fincou o primeiro poste simbólico na Avenida Padre Cícero em Juazeiro do Norte, próximo a linha férrea onde hoje é um supermercado.

Após este evento, em 1961 uma comissão formada por políticos, jornalistas e representantes da CELCA, foi até Paulo Afonso para acompanhar o acionamento da turbina do Cariri e sucessivamente aconteceram as instalações e distribuição de redes nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. O teste oficial aconteceu no dia 10 de dezembro e a inauguração no dia 28 do mesmo mês e ano na praça do socorro em Juazeiro do Norte. Foi uma das maiores festas do século e o acontecimento foi um marco na redenção econômica do Cariri, ao ponto de atrair a atenção do engenheiro norte americano, Morris Asimow, reitor da Universidade da Califórnia que em 1962, em parceria com o governo cearense, Banco do Nordeste, Universidade Federal do Ceará e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste SUDENE, trouxe ao Cariri 5 grandes empresas. No Crato foi instalada a Indústria de Moinhos do Cariri Sociedade Anônima IMOCASA, em Juazeiro uma fabrica de madeira prensada usando como matéria prima o marmeleiro POLITEX e a Eletro Maquina na produção de rádios portáteis e de mesa. Para Barbalha foram também duas indústrias a Cerâmica do Cariri Sociedade Anônima CECASA e a Indústria Barbalhense de Cimento Portland IBACIP.

Antes da chegada da energia de Paulo Afonso, a iluminação publica nas cidades do Cariri era feita por candeeiros movidos a querosene e colocados em postes. No Crato, por exemplo, um funcionário da prefeitura abastecia as lamparinas no inicio da noite, isto até o ano de 1915 quando, então, com a chegada da fabrica aliança, de beneficiamento de algodão, fez parceria com o poder publico municipal para montar uma empresa de energia elétrica, denominada de Hidroelétrica da Nascente, uma das primeiras do Nordeste, aproveitando as águas das fontes naturais do Sopé da Serra do Araripe.

Esta empresa foi inaugurada no dia 4 de dezembro de 1938 pelo prefeito Alexandre Arraes. Com o crescimento da população e conseqüentemente do consumo, logo as turbinas perderam as forças e a energia gerada já não era suficiente para o abastecimento da cidade. Com o advento da energia de Paulo Afonso, a Hidrelétrica da Nascente passou a abastecer somente ao Lameiro, Belmonte e Guaribas.

Wilson Rodrigues e Huberto Cabral
Na foto: Jornalista Huberto Cabral - Por Dihelson Mendonça
Fonte: http://blogdocrato.blogspot.com/


Observação:

Com todo respeito aos meus amigos editores da matéria “Cariri comera meio século de inauguração de sua eletrificação” Assinada por Huberto Cabral e Wilson Rodrigues, publicada no blogdocrato.blogspot.com - acima transcrita, porém lamento que no texto foi omitida a participação do Rotary Club de Crato na luta pela eletrificação do Cariri, haja vista que o Rotary com o apoio de outras entidades e da comunidade, foi quem liderou a memorável campanha para a Eletrificação do Cariri, campanha lançada pelo Rotary que na época era presidido pelo advogado Raimundo de Oliveira Borges, este acompanhado do deputado Antônio Alencar Araripe outras personalidades foram ao Rio de Janeiro para em audiência com o presidente Juscelino Kubistchek pediram a inclusão do Cariri cearense no projeto de eletrificação de Paulo Afonso.

Esqueceram, também de citar que em Crato existe uma Rua com nome 28 de Dezembro a qual nasce em frente a Reitoria da Urca, ao lado da residência do Dr. Borges. A data é em homenagem ao dia da inauguração da chegada da energia de Paulo Afonso ao Crato.

Audir de Araújo Paiva

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

70 anos da ordenação sacerdotal de Dom Vicente Matos - por Armando Lopes Rafael

Busto de Dom Vicente Matos -- colocado por iniciativa de seus admiradores -- na Praça da Sé. Nenhuma rua de Crato foi denominada em homenagem ao maior benfeitor desta cidade.
O calendário das pequenas efemérides do Cariri assinala neste 2012 – mais precisamente no dia 29 de novembro – os 70 anos da ordenação sacerdotal de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro bispo de Crato. Recém-ordenado, o jovem padre Vicente Matos recebeu a missão de ser o primeiro administrador da recém-criada Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, da cidade de Capistrano, à época pertencente à Arquidiocese de Fortaleza.
Em Capistrano, o padre Vicente Matos encontrou como igreja-matriz uma capela singela e de pequenas dimensões, embora dotada de um tradicional cruzeiro a sua frente (foto à esquerda). Naquela cidade, ele demonstrou os primeiros sinais do espírito empreendedor de que era dotado. Deve-se ao padre Vicente Matos a construção da nova e imponente igreja-matriz da paróquia de Capistrano, (foto abaixo, à direita) hoje integrando a diocese de Quixadá.
Logo, o arcebispo dom Antônio de Almeida Lustosa percebeu as virtudes do jovem padre Vicente Matos, dentre as quais sobressaiam os dotes de um pastor zeloso, prudente, dinâmico, firme e compreensivo. Por isso convocou-o para dirigir o Colégio Arquidiocesano, em Fortaleza, o que ele fez com responsabilidade e competência entre 1947 e meados de 1955.
Dom Vicente Matos (penúltimo à direita) é visto nesta foto de 1960, sendo recebido pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek,juntamente com outros bispos brasileiros, nos primeiros dias de Brasília como nova capital.
Em 21 de abril de 1955 foi eleito bispo. A edição do jornal “O Povo” de Fortaleza, do dia 26 do mesmo mês, abaixo da manchete “Pio XII nomeia sacerdote cearense”, publicava a seguinte notícia: “Mais um sacerdote cearense acaba de ser distinguido pelo Papa Pio XII. Trata-se do virtuoso padre Vicente de Paulo Araújo Matos, que, pela nomeação papal, recebeu o título honorífico de bispo titular de Antioquia no Meandro. Irá coadjuvar dom Francisco de Assis Pires na Diocese de Crato”.
Como sucessor dos Apóstolos, adotou o lema – sugerido por dom Antônio de Almeida Lustosa –, Vicenti Dabo Manna” (Ao vencedor darei o maná). Este lema, retirado do livro do Apocalipse, é uma alusão ao prenome do novo bispo, “o qual, fortalecido pela Eucaristia e com as bênçãos da Virgem Maria, vivamente deseja vencer, na terra, e chegar ao banquete celeste de que é símbolo o maná”.
Dom Vicente Matos chegou a Crato, como bispo-auxiliar, em 15 de agosto de 1955. Em 22 de janeiro de 1961 foi nomeado terceiro bispo desta diocese, sucedendo a Dom Francisco. Aqui permaneceu até 1º de junho de 1992, quando renunciou à Diocese por motivo de saúde. Foram, portanto, 37 anos de doação, sofrimentos e vitórias de um fecundo episcopado em terras do Cariri.
O que dom Vicente Matos realizou na diocese de Crato lembra a obra de um gigante! Dentre as suas muitas realizações podemos lembrar: criou dezoito paróquias; ordenou trinta e sete sacerdotes. Deve-se a ele a fundação do Instituto de Ensino Superior do Cariri, mantenedor da Faculdade de Filosofia de Crato e embrião da atual Universidade Regional do Cariri.
Foram, também, iniciativas de Dom Vicente a construção do imponente Centro de Expansão Educacional (localizado no bairro Grangeiro) que hoje leva seu nome; a Rádio Educadora do Cariri; a Empresa Gráfica Ltda., que editava o jornal “A Ação”; a criação da Fundação Padre Ibiapina, instituição de amplo alcance social que desenvolve trabalho de Evangelização, Cursos de Treinamento e as Pastorais da Criança, da Educação e da Saúde, além de mantenedora da atual Faculdade Católica do Cariri, criada recentemente por dom Fernando Panico. A Dom Vicente se deve ainda a criação dos primeiros Sindicatos dos Trabalhadores Rurais no Sul do Ceará; a criação e construção do Ginásio Madre Ana Couto e do Colégio Pequeno Príncipe; a criação da Escola de Líderes Rurais; da Organização Diocesana de Escolas Profissionais, dentre outras iniciativas.
Um grande bispo!
O maior benfeitor do Crato ao longo da quase tri secular existência desta cidade...
Texto: Armando Lopes Rafael

Nota do Editor: Louvável a iniciativa do historiador Armando Lopes Rafael de cultuar a memória de um dos maiores empreendedores que o Cariri já conheceu, notadamente nos campos social, educativo e religioso. Gostaria, no entanto, de fazer um pequeno acréscimo a uma informação sua: na legenda da fotografia do busto de Dom Vicente, consta que a aposição daquele singelo monumento, localizado no canteiro central da Praça da Sé,  em Crato, foi obra de admiradores. Não resta dúvida! A ideia foi do jornalista e memorialista cratense Huberto Cabral e os custos foram bancados pela Prefeitura do Crato, na gestão de Moacir Siqueira, através da então Secretaria de Cultura, Turismo e Meio Ambiente. Na época, eu era o titular daquela pasta. Daí  essa memória. A solenidade de inauguração aconteceu no aniversário de falecimento do bispo, em junho de 2000, com celebração de missa e presença de alguns de seus irmãos e familiares. (Carlos Rafael Dias)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Barbalha comemora os 30 anos do Hospital Santo Antonio


Por Carlos Rafael Dias

Tudo começou com um ousado sonho de uma mulher de origem humilde e que vivia com parcos recursos em um sítio nos arredores de Barbalha, extremo meridional do Ceará. Seu sonho, no entanto, estava imbuído de um desafio que muitos julgavam ser uma quimera, visto que além de almejar a criação de um hospital em sua terra, ela desejava formar os três filhos em medicina. Na época, Barbalha ainda era uma provinciana cidade e cursos de ensino superior só existiam nas grandes e distantes capitais. Além do mais, seriam necessários vultosos recursos para tal empreitada. Mas esta mulher, chamada Otília Furtado Correia Saraiva, era detentora de uma inabalável fé cristã e nunca desistiu do seu sonho que, com muito sacrifício e galhardia, conseguiu realizar em sua primeira etapa: formar os filhos Antonio, José e João, impondo uma lição a todos os que chegaram a duvidar deste intento.

A segunda etapa do sonho era tão complexa quanto a primeira, pois no início da década de 1980, Barbalha já possuía um hospital e novamente surgiram dúvidas se a cidade comportaria outra instituição de saúde de grande porte. Até mesmo os filhos de Otília chegaram a considerar o projeto temerário. Novamente a fé e a coragem de Otília foram decisivas para a concretização do sonho. Para tanto, outro personagem foi fundamental: Raimundo Saraiva Coelho, o Tenente Coelho, por sinal parente próximo de Otília. Unidos, Otília, Tenente Coelho, Antonio, José e João inauguraram há trinta anos o Hospital e Maternidade Santo Antonio, considerado uma referência para o Interior do Nordeste nas áreas de neurologia, neurocirurgia, clínica médica e cirurgia geral. A instituição conta hoje com mais de 200 profissionais, dentre eles 40 médicos em diversas especialidades, além de contar com uma unidade de terapia intensiva, uma semi intensiva, dois laboratórios e serviços de hemodiálise, imagem e ressonância magnética.

Programação - uma grande festa marcou o aniversário dos trinta anos do Hospital, ocorrida ontem, 27, na Avenida Paulo Maurício, Vila Santo Antonio, em Barbalha, em frente ao já histórico empreendimento. A programação constou de descerramento de placa comemorativa, discurso proferido pelo médico Antonio Correia, apresentação de coral, inauguração de consultórios médicos, celebração de uma missa campal, entrega de comendas a colaboradores, apresentação de vídeo sobre a história do hospital e show musical, com a presença de várias autoridades e grande número de populares.

Confira a reportagem fotográfica.

Os irmãos Antonio, José e João: fundadores e atuais diretores do Hospital
Padre Antonio Aldízio Nunes, pároco e vigário da Paróquia Santo Antonio de Barbalha, João Correia, Padre José Vicente, que presidiu a Missa em Ação de Graças e Antonio Correia
Descerramento da placa comemorativa
Discurso de Antonio Correia, tendo ao lado o irmão João, a viúva do Tenente Coelho, Dona Dadá, e sua esposa Fabíola
Apresentação de coral natalino
Show musical
Público aguardando missa em ação de graça

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Empresário Fernando Lacerda promove Natal para crianças carentes

Mais de 900 crianças carentes do Bairro São Miguel em Crato, Ceará, receberam presentes doados pelo empresário Fernando Leite de Lacerda. Um exemplo que deve ser seguido por outros seguimentos empresariais do município de Crato. Fernando é proprietário do Posto de gasolina BR Avenida e o atual presidente do Rotary Clube de Crato.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

É Natal Outra Vez!

Dia 15 de dezembro de 2011, o Rotary Club de Crato, sob a presidência de Fernando Leite de Lacerda e secretaria por Thiago Aragão Esmeraldo, em parceria com a Casa da Amizade, esta sob a presidência de Maria Rosilda Bezerra Moraes, em plenária festiva reuniu a família rotária e seus convidados, entre estes Marcos Antônio Silveira a esposa Samea Ulisses Paiva, a sua filha Júlia Paiva Silveira,(convidados do rotariano Audir de Araújo Paiva); e o Padre José Vicente vigário da paroquia de Nossa Senhora de Fátima, este fez uma belíssima palestra sobre o Natal e Família A finalidade da reunião foi a comemoraçõa dos dois mil e onze anos do nascimento de Jesus Cristo.

Para relembrar esse acontecimento que dividiu as eras em a.C. e d.C. a seguir um resumo do que diz os historiadores sobre esse fato.

O verdadeiro significado do Natal vem se perdendo. O principal foco tem sido cada vez mais a preocupação com o presente, a ceia, a decoração e os convidados. Mas esquece-se que a festa é para Ele, Jesus Cristo, o aniversariante. Será que Ele está presente nesta festa. Não é preciso convidá-lo, mas é necessário lembrar-se Dele.

A festa de Natal é universal, abrangente e calorosa, que envolve a todos. É a maior festa da cristandade. Não há quem consiga ignorar a data que é lembrada nos simbolismos: neve, Papai Noel trenós, renas, uma estrelinha na porta de casa, o presépio, ou apenas uma luzinha. O Natal é tempo de nascimento, conversão, tempo de alegria; comemoração para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa.

As comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga que existia no Império Romano. A data para o nascimento de Jesus Cristo conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º, que governou a Igreja nos anos 337-352 d.C. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. O ciclo natalino inicia-se na véspera do Natal, 24 de dezembro, e vai até o dia de Reis, 6 de janeiro.

Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de Natal. Como não encontraram lugar para dormir, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e ovelhas, Jesus nasceu e foi enrolado com panos e deitado em uma manjedoura. Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos: Belchior, Baltazar e Gaspar que viajavam há dias seguindo a estrela guia, igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso. No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus.

“Naqueles dias, o Imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império. Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal. José era da família e descendência de Davi. Subiu da cidade de Nazaré na Galiléia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estava em Belém, se completaram os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa.

Naquela região havia pastores, que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores; a glória do Senhor os envolveu em uma luz e eles ficaram com muito medo. Mas o anjo disse aos pastores: “Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: vocês encontrarão um recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura. De repente, juntou-se ao anjo uma grande multidão de anjos. Cantava louvores a Deus, dizendo: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados” (Lucas 2,1-14), Palavra da Salvação.

No final da reunião o rotariano Rubens Ferreira Almino de Lima, presidente da comissão da Fundação Rotária International, anunciou que havia recebido os títulos dos novos sócios Paul Harris e pediu ao presidente do clube Fernando Leite de Lacerda para entrega-los aos rotarianos Antônio José de Albuquerque, Francisco Fernandes Ferreira, Wellingston Lins de Alencar e Aglezio de Brito, os quais passaram a ser os mais novos sócios do clube nessa categoria. Também foi entregue um distintivo do Rotary com uma Safira ao rotariano Audir de Araújo Paiva e um distintivo do Rotary com um Rubi ao rotariano João Correia Saraiva; e a sua esposa Artemis Helena Luna Saraiva recebeu um distintivo do Rotary com uma Safira.




A partir da esquerda: José Humberto Mendonça, Padre José Vicente, Fernando Leite de Lacerada e Thiado Aragão Esmeraldo


José Humberto Mendonça (sócio honorário do clube) e Padre José Vicente


Francisco Fernandes Ferreira, Maria do Socorro Brito da Silva e seus esposo, João Batista da Silva




A direita em primeiro plano a Governadora Assistente Regina Vilar


Mundinha Braga e sua filha, Regina Cláudia Bezerra e seu esposo, Gladstone Lins de Alencar


Gladstone Lins de Alencar


Padre José Vicente


Padre José Vicente ladeado pelo presidente Fernando Lacerda recebe o cerficado de Honra ao Mérito das mãos do rotariano Hairton Carvalho




A partir da esquerda: Audir de Araújo Paiva, Antônio José Albuquerque , Wellingston Lins de Alencar, Francisco Fernandes Ferreira, Artemis Helena Luna Saraiva, João Correia Saraiva e Aglezio de Brtito - Rotarianos que recebram o título de sócio Paul Harris, Safira e Rubi




Aglezio de Brito exibe o seu título Paul Harris






Francisco Fernandes Ferreira exibe o seu título de Paul Harris


Wellingston Lins exibe o seu título Paul Harris


Wellingston Lins exibe o seu título Paul Harris



Antônio José Albuquerque exibe o seu título Paul Harris



O presidente Fernando Lacerda entrega a Safira e o Rubi a Artemis Helena e a João Correia


Wellingston Lins exibe o seu título Paul Harris


Audir de Araújo Paiva recebe o distintivo do Rotary com uma Safira das mãos do presidente Fernando Lacerda


João Correia recebe seu distintivo rotário com um Rubi



A partir da esquerda: Audir de Araújo Paiva, Antônio José Albuquerque, Wellingston Lins de Alencar, Francisco Fernandes Ferreira, Artemis Helena Luna Saraiva, João Correia Saraiva e Aglezio de Brtito - Rotarianos que receberam o título de sócio Paul Harris, Safira e Rubi - Rubens Almino presidente da Comissão da Fundação Rotária International


O rotariano Audir de Araújo Paiva com sua netinha Júlia Paiva Silveira


Marcos Antônio Almeida Silveira, Júlia Paiva Silveira e Smaea Ulisses Paiva